
Monday, June 22, 2009
Thursday, June 4, 2009
Minililiput
Reconstituição da Alcáçova medieval de Sesimbra (esc. 1: 50).
Execução: Teresa Mateus (Minililiput).
Colaboração: José Mateus
Coordenação Científica: Luis Gonçalves e Manuel Calado


Execução: Teresa Mateus (Minililiput).
Colaboração: José Mateus
Coordenação Científica: Luis Gonçalves e Manuel Calado


Labels:
Castelo de Sesimbra,
maquete,
Sesimbra Alcáçova
Tuesday, May 5, 2009
Monday, April 27, 2009
Arrábida - um monumento geológico sem fronteiras - do Risco ao Monte Abraão



















O Calvário das Três Cruzes, no Monte Abraão, foi erigido por frades capuchos arrábidos, seguindo ordens do fundador São Pedro de Alcântara. Este grupo eclesiástico, pertencente à Ordem do Seráfico Patriarca S. Francisco, é igualmente responsável pelo conjunto arquitectónico composto pelo Conventinho Novo, construído na primeira metade do século XVI, e pelas capelas e guaritas do Conventinho Velho, que se espalham por uma das encostas da vertente Sul da Arrábida, recuperando a via sacra cristã numa singular comunhão entre a religiosidade e a natureza.Do original conjunto de cruzes de madeira já nada resta, uma vez que as que chagaram ao século XX foram substituídas por cruzes de pedra em 1954, ano em que o Duque de Palmela mandou instalar no local as três cruzes de pedra calcária que ainda hoje marcam aquela paisagem, à excepção de uma delas que entretanto desapareceu, ao que parece, após exercícios militares de mira de artilharia.
Em 2001, numa acção conjunta inédita entre o Parque Natural da Arrábida, o Estado Maior da Armada e o proprietário do terreno (o Conde da Póvoa, filho dos Duques de Palmela), uma equipa de especialistas, com recurso a um helicóptero, devolveu ao Alto do Monte Abraão a terceira cruz da via sacra, recuperando um magnífico conjunto iconográfico que adquiriu, entretanto, um legítimo direito de permanência na paisagem da Arrábida.

A Pedra da Anixa - um "Risco" flutuante, um iceberg de surpresas...
Thursday, April 23, 2009
Wednesday, April 15, 2009
A's de trunfo
O círculo fundacional da AAAAAA (Associação Arrábida Antiga - Arqueologia, Ambiente e Arte) e a planta do monumento da Roça do Casal do Meio...
... e mais uns A's para acrescer à denominação...
Tuesday, April 14, 2009
Monday, April 13, 2009
The Last but not the Least
Sunday, April 12, 2009
Beyond Risco Park
Os sítios arqueológicos e paisagísticos à volta do Risco Park...
1. Gruta da Cereja;
2. Povoado da Idade do do Bronze
3. Povoado do Neolítico Antigo
4. Povoado do Neolítico Final
5. Roça do Casal do Meio e outras estruturas circulares
6. Marmita do Gigante
7. Píncaro
8. Lapa das Covas
9. Sumidouro da Brecha

1. Gruta da Cereja;
2. Povoado da Idade do do Bronze
3. Povoado do Neolítico Antigo
4. Povoado do Neolítico Final
5. Roça do Casal do Meio e outras estruturas circulares
6. Marmita do Gigante
7. Píncaro
8. Lapa das Covas
9. Sumidouro da Brecha

Holy sabat
Trabalho de equipa: desobstrução espeleológica da Gruta da Cereja.
À superfície, a gruta encontrava-se parcialmente obstruída por escombros de pedreira/cantaria.
Na verdade, a pedra solta que abunda no exterior da gruta e que, em época recente, foi a matéria prima para o fabrico de paralelos, resulta certamente dos derrubes de uma construção, cujos embasamentos são visíveis uns metros a montante da entrada da cavidade.
Os tijolos, telhas, azulejos, faianças, pocelanas e cerâmica comum, recolhidos na superfície da gruta, são obviamente provenientes desse edifício que, atendendo à localização e aos materiais recolhidos, deve ter tido função religiosa, eventualmente relacionada com a gruta e com o vizinho santuário de El Carmen.

À superfície, a gruta encontrava-se parcialmente obstruída por escombros de pedreira/cantaria.
Na verdade, a pedra solta que abunda no exterior da gruta e que, em época recente, foi a matéria prima para o fabrico de paralelos, resulta certamente dos derrubes de uma construção, cujos embasamentos são visíveis uns metros a montante da entrada da cavidade.
Os tijolos, telhas, azulejos, faianças, pocelanas e cerâmica comum, recolhidos na superfície da gruta, são obviamente provenientes desse edifício que, atendendo à localização e aos materiais recolhidos, deve ter tido função religiosa, eventualmente relacionada com a gruta e com o vizinho santuário de El Carmen.

Saturday, April 11, 2009
- Sexta Feira Santa -





Arrábida Task Force - mais um dia de alto rendimento e cooperação arqueoespeleológica em trabalhos de purificação, desobstrução, limpeza e cartografia da Lapa da Cereja/Terras do Risco.
Friday, April 10, 2009
AAAAAA
The Body in the Cave
Monday, April 6, 2009
Friday, April 3, 2009
Stonehenge again

Recensão crítica do livro,
Christopher Burgess, Peter Topping and Frances Lynch, eds, Beyond Stonehenge: Essays
on the Bronze Age in Honour of Colin Burgess
(Oxford: Oxbow, 2007, 448 pp., 227 illus, many
in colour, hbk, ISBN 978 1 84217 215 5)
on the Bronze Age in Honour of Colin Burgess
(Oxford: Oxbow, 2007, 448 pp., 227 illus, many
in colour, hbk, ISBN 978 1 84217 215 5)
A publicar no próximo número do European Journal of Archaeology
I worked with Colin Burgess some 20 years ago, when he first came to the Alentejo in order to study the landscape around Almendres, a monument that has been called the Iberian Stonehenge. The project was a truly harsh job in terms of working conditions during the extremely hot summers of the Alentejo, but it opened several new gates to the understanding of Almendres. Burgess was also the first non-Portuguese scholar to pay attention to that outstanding monument, one of the oldest megalithic buildings in the world. I am grateful to Colin and the fantastic team that came with him. In those days, I was an undergraduate student but some years later I was working on a PhD thesis about the standing stones in the central Alentejo, around Almendres.
This book demonstrates throughout the vitality of ‘traditional’ archaeology, that is, the kind of archaeology that has been resisting the assaults of processual and post-processual paradigms. But this kind of archaeology at the same time has benefited from the challenges raised by its ‘competitors’ and transformed itself into a new culture-historical archaeology. It seems reasonable to assert that the renewal of the discipline required many questions to be formulated, even when definitive answers could not be obtained. It is now evident that the strong European tradition of archaeology as a historical discipline has been impossible to eradicate. An anthropological archaeology, though relevant, could not, and perhaps never will be a substitute for the interest in the variability of cultures interwoven in time and space. Whether explicitly or implicitly, this approach stands as an alternative to the current mainstream Anglophone archaeologies, including both the so-called New Archaeology (and its subsequent developments, as in the work of Colin Renfrew), and the multiple (and often frenetic) theoretical advances generally aligned with a postmodern attitude. Seen from Portugal, where the disruptions to culturehistorical archaeology never did go very deep or very far, it sounds quite reasonable to assert ‘the
need (for the investigators) to absorb the tedious but essential detail of archaeological data’ (Harding, p. 9), before interpreting ‘with imagination, but imagination used strictly within the rules of inference’ (Lynch, p. xxi). Or, as Frodsham puts it, ‘using “informed guess”, the keyword being informed’. This book reflects some undeniable consequences of the famous loss of innocence in archaeology, an event which is supposed to have occurred at the end of the 1960s. Indeed, some of the authors of this volume felt the need to make their theoretical standpoints explicit. On the whole, we could argue that this new culture-historical archaeology is part of the post-processual reaction, though avoiding some of its most extreme developments, the ‘fog of subjectivity’ (Lynch) and keeping closer to the traditional matrix of ‘bone and stone’ archaeology. Artefact typologies (mostly metalwork, but also pottery) and chronologicalschemes (always chasing time) are the basic issues of a good part of these essays, following the interests and skills of Colin Burgess himself.
Most of them are valuable advances in the endless task of ordering data. Hoards (particularly weapons and ornaments) have always been a major issue in studies of the Bronze Age (echoing the old antiquarian agenda), but are also, by their nature, very suggestive items for approaching the symbolic dimension of material culture – one of the most fertile core interests of interpretive archaeology. The symbolic framing of archaeological data, is also explored in relation to other contexts, such as caves (Harding; Shepherd), rivers (Butler and Fontijn), wells (Vesligan and Burgess), and stone outcrops (Manby). Along similar lines, the contribution by Warmebol, coming from the francophone world, contains a very interesting and creative interpretation, combining artefactual knowledge with a postmodern approach. Theoretical discussions are not, however, a basic concern in this book. Among those present, the most engaged one is Harding’s outspoken defence of diffusion as a valuable mechanism to explain cultural change during the European Bronze Age. The same paradigm also underlies the interesting text by Gerloff, connecting Atlantic cultural traits with those from Mycenae and arguing for diffusion in a west-east direction.
Cultural diffusion is also the background of several other contributions, focusing on metallurgy of the Late Bronze Age in the West and the input of new techniques and models coming fromthe East, although they are also underlining aspects of indigenous conservatism (Correia, Armbruster and Perea).
Cultural continuity underlying continuous change is also emphasized by Gibson, who reviews the available data from burials and settlements in the Iberian Bronze Age; by Manby who deals with monumental traditions; and by Gerloff who is concerned with artistic styles.
The consequence of this widening of perspective is a weakening of the boundaries of rather artificial periods, which have often been treated as closed universes reflecting the specializations of the researchers themselves. The revision of old data and interpretations led Harrison to the hypothesis of the reuse, during the Late Bronze Age, of an older burial monument, the famous and unique Roça do Casal do Meio.
Two contributors discuss mining: O’Brien is concerned with economy and settlement patterns, whereas Briggs reviews certain chronological problems resulting from 14C dates of mining evidence. Rock art is revisited by Waddington, who confirms the dichotomy between cup-and-ring art on the one hand and
megalithic art on the other hand, suggesting a dual tradition which ‘may not even have been culturally compatible’. This debate, relevant for the understanding of other artistic circles in Atlantic Europe, deserves to be extended in order to include, among others, the Galician petroglyphs and the river sanctuaries of southwest Iberia.
Several texts in this volume attempt a European integration of the Bronze Age data, one of them by another continental author, Roussot-Laroque. This reflects a general trend within British archaeology, whatever the approach assumed. The current popularity of large-scale European syntheses in the Anglophone literature benefits not only from the global use of the English language, but also from the international prestige of some academic institutions in the UK. The latter, in turn, is connected to the ‘British academic export drive’ for which, according to Lynch, Colin Burgess’s work in Portugal has been one of the earliest examples. It is clear that these syntheses are generally very useful, creating a framework for studies developed on other scales. At the same time, when read in countries with less widely spoken languages, these studies often show debilities which are frequently related to ignorance on the part of their authors about the literature published in languages other than English. Linguistic frontiers, even if they are now more frequently being crossed, have not yet been entirely removed within European archaeology. To my mind, this is one of the main challenges for the immediate future.
Finally, this book shows a complete absence of environmental studies, even if Lynch points to the work of Burgess and Shennan about the British Late Bronze Age, taking ‘account of geographical, environmental, artefactual and settlement evidence’. Nor is landscape itself an issue raised as frequently as might be expected in a book dedicated to Colin Burgess. One of the exceptions is the chapter by the Breton archaeologist Le Goffic about the spatial relations of Bronze Age burial sites in Brittany.
One final word regarding the cover and the title of this book; though there is nothing in the contents directly related to Stonehenge, the title is an obvious reference to Colin’s book The Age of Stonehenge. It is also a clever way of drawing attention to the present publication.
I worked with Colin Burgess some 20 years ago, when he first came to the Alentejo in order to study the landscape around Almendres, a monument that has been called the Iberian Stonehenge. The project was a truly harsh job in terms of working conditions during the extremely hot summers of the Alentejo, but it opened several new gates to the understanding of Almendres. Burgess was also the first non-Portuguese scholar to pay attention to that outstanding monument, one of the oldest megalithic buildings in the world. I am grateful to Colin and the fantastic team that came with him. In those days, I was an undergraduate student but some years later I was working on a PhD thesis about the standing stones in the central Alentejo, around Almendres.
This book demonstrates throughout the vitality of ‘traditional’ archaeology, that is, the kind of archaeology that has been resisting the assaults of processual and post-processual paradigms. But this kind of archaeology at the same time has benefited from the challenges raised by its ‘competitors’ and transformed itself into a new culture-historical archaeology. It seems reasonable to assert that the renewal of the discipline required many questions to be formulated, even when definitive answers could not be obtained. It is now evident that the strong European tradition of archaeology as a historical discipline has been impossible to eradicate. An anthropological archaeology, though relevant, could not, and perhaps never will be a substitute for the interest in the variability of cultures interwoven in time and space. Whether explicitly or implicitly, this approach stands as an alternative to the current mainstream Anglophone archaeologies, including both the so-called New Archaeology (and its subsequent developments, as in the work of Colin Renfrew), and the multiple (and often frenetic) theoretical advances generally aligned with a postmodern attitude. Seen from Portugal, where the disruptions to culturehistorical archaeology never did go very deep or very far, it sounds quite reasonable to assert ‘the
need (for the investigators) to absorb the tedious but essential detail of archaeological data’ (Harding, p. 9), before interpreting ‘with imagination, but imagination used strictly within the rules of inference’ (Lynch, p. xxi). Or, as Frodsham puts it, ‘using “informed guess”, the keyword being informed’. This book reflects some undeniable consequences of the famous loss of innocence in archaeology, an event which is supposed to have occurred at the end of the 1960s. Indeed, some of the authors of this volume felt the need to make their theoretical standpoints explicit. On the whole, we could argue that this new culture-historical archaeology is part of the post-processual reaction, though avoiding some of its most extreme developments, the ‘fog of subjectivity’ (Lynch) and keeping closer to the traditional matrix of ‘bone and stone’ archaeology. Artefact typologies (mostly metalwork, but also pottery) and chronologicalschemes (always chasing time) are the basic issues of a good part of these essays, following the interests and skills of Colin Burgess himself.
Most of them are valuable advances in the endless task of ordering data. Hoards (particularly weapons and ornaments) have always been a major issue in studies of the Bronze Age (echoing the old antiquarian agenda), but are also, by their nature, very suggestive items for approaching the symbolic dimension of material culture – one of the most fertile core interests of interpretive archaeology. The symbolic framing of archaeological data, is also explored in relation to other contexts, such as caves (Harding; Shepherd), rivers (Butler and Fontijn), wells (Vesligan and Burgess), and stone outcrops (Manby). Along similar lines, the contribution by Warmebol, coming from the francophone world, contains a very interesting and creative interpretation, combining artefactual knowledge with a postmodern approach. Theoretical discussions are not, however, a basic concern in this book. Among those present, the most engaged one is Harding’s outspoken defence of diffusion as a valuable mechanism to explain cultural change during the European Bronze Age. The same paradigm also underlies the interesting text by Gerloff, connecting Atlantic cultural traits with those from Mycenae and arguing for diffusion in a west-east direction.
Cultural diffusion is also the background of several other contributions, focusing on metallurgy of the Late Bronze Age in the West and the input of new techniques and models coming fromthe East, although they are also underlining aspects of indigenous conservatism (Correia, Armbruster and Perea).
Cultural continuity underlying continuous change is also emphasized by Gibson, who reviews the available data from burials and settlements in the Iberian Bronze Age; by Manby who deals with monumental traditions; and by Gerloff who is concerned with artistic styles.
The consequence of this widening of perspective is a weakening of the boundaries of rather artificial periods, which have often been treated as closed universes reflecting the specializations of the researchers themselves. The revision of old data and interpretations led Harrison to the hypothesis of the reuse, during the Late Bronze Age, of an older burial monument, the famous and unique Roça do Casal do Meio.
Two contributors discuss mining: O’Brien is concerned with economy and settlement patterns, whereas Briggs reviews certain chronological problems resulting from 14C dates of mining evidence. Rock art is revisited by Waddington, who confirms the dichotomy between cup-and-ring art on the one hand and
megalithic art on the other hand, suggesting a dual tradition which ‘may not even have been culturally compatible’. This debate, relevant for the understanding of other artistic circles in Atlantic Europe, deserves to be extended in order to include, among others, the Galician petroglyphs and the river sanctuaries of southwest Iberia.
Several texts in this volume attempt a European integration of the Bronze Age data, one of them by another continental author, Roussot-Laroque. This reflects a general trend within British archaeology, whatever the approach assumed. The current popularity of large-scale European syntheses in the Anglophone literature benefits not only from the global use of the English language, but also from the international prestige of some academic institutions in the UK. The latter, in turn, is connected to the ‘British academic export drive’ for which, according to Lynch, Colin Burgess’s work in Portugal has been one of the earliest examples. It is clear that these syntheses are generally very useful, creating a framework for studies developed on other scales. At the same time, when read in countries with less widely spoken languages, these studies often show debilities which are frequently related to ignorance on the part of their authors about the literature published in languages other than English. Linguistic frontiers, even if they are now more frequently being crossed, have not yet been entirely removed within European archaeology. To my mind, this is one of the main challenges for the immediate future.
Finally, this book shows a complete absence of environmental studies, even if Lynch points to the work of Burgess and Shennan about the British Late Bronze Age, taking ‘account of geographical, environmental, artefactual and settlement evidence’. Nor is landscape itself an issue raised as frequently as might be expected in a book dedicated to Colin Burgess. One of the exceptions is the chapter by the Breton archaeologist Le Goffic about the spatial relations of Bronze Age burial sites in Brittany.
One final word regarding the cover and the title of this book; though there is nothing in the contents directly related to Stonehenge, the title is an obvious reference to Colin’s book The Age of Stonehenge. It is also a clever way of drawing attention to the present publication.
Manuel Calado
University of Lisbon, Portugal
EUROPEAN JOURNAL OF ARCHAEOLOGY 11 (1)
Thursday, April 2, 2009
Grutas Artificiais (?) de Alfarim





Ocorrência puramente geológica ou fenómeno antrópico de aproveitamento das lacunas na marga pouco estratificada? Será que a montanha pariu um rato (neste caso um pico)?
Tuesday, March 31, 2009
Monday, March 30, 2009
Geologia e megalitismo
Saturday, March 28, 2009
Friday, March 27, 2009
Beyond Stonehenge...
...Roça do Casal do Meio.
A very important text by Professor Richard Harrison, University of Bristol:
A Revision of the Late Bronze Age Burials from the Roça do Casal do Meio (Calhariz), Portugal
in the book


A very important text by Professor Richard Harrison, University of Bristol:
A Revision of the Late Bronze Age Burials from the Roça do Casal do Meio (Calhariz), Portugal
in the book


Labels:
books,
Risco,
Roça do Casal do Meio,
Stonehenge
Thursday, March 26, 2009
Finalmente
Finally, plenty of shards. A fresh new area in the Risco Bronze Age settlement site. This time, we found a huge concentration of pottery, on surface in some spots affected by erosion.
Actually, the "site" has been first identified, by one of our collaborators (Teresa Mateus) by the side of the path leading from the road (Sesimbra-Portinho da Arrábida) to the valley of the Prados.


Actually, the "site" has been first identified, by one of our collaborators (Teresa Mateus) by the side of the path leading from the road (Sesimbra-Portinho da Arrábida) to the valley of the Prados.


Wednesday, March 25, 2009
Tuesday, March 24, 2009
Monday, March 23, 2009
Celebrações equinociais
Abençoados pelo nascer do sol equinocial
A dura faina da prospecção do choco e o mestre Napoleão
Toneiras + palhaços = chocos
Arrábida wild life - a raposa NinaCircular é viver
Mais um círculo, nas imediações das Terras do Risco. Descoberto pelo Professor Luis Gonçalves.
A acrescentar, tal como o do post anterior, aos círculos identificados e indicados pelos amigos espeleólogos (Neca e LPN)...

A acrescentar, tal como o do post anterior, aos círculos identificados e indicados pelos amigos espeleólogos (Neca e LPN)...

Sunday, March 22, 2009
Risco circular
Elementos para um Móseu sesimbrense
Em Sesimbra, as mós manuais parecem ser relativamente raras, em comparação com a maior parte dos contextos habitacionais (e não só...) no Alentejo Central.
Nos travalhos de prospecção para a Carta Arqueológica de Sesimbra tinha sido, até agora, registado um único exemplar de dormente de mó manual.
Curiosamente, junto ao Calhariz, foram agora descobertos 2 sítios com um dormente cada um.
Um deles, coincide com o sítio epipaleolítico (?) recentemente descoberto, onde foram igualmente registadas algumas cerâmicas manuais; trata-se, aparentemente, de um contexto neolítico final.
A outra mó, é proveniente de um sítio nas proximidades, na encosta de um cabeço destacado. Poderia indicar a presença de um habitat calcolítico.


Nos travalhos de prospecção para a Carta Arqueológica de Sesimbra tinha sido, até agora, registado um único exemplar de dormente de mó manual.
Curiosamente, junto ao Calhariz, foram agora descobertos 2 sítios com um dormente cada um.
Um deles, coincide com o sítio epipaleolítico (?) recentemente descoberto, onde foram igualmente registadas algumas cerâmicas manuais; trata-se, aparentemente, de um contexto neolítico final.
A outra mó, é proveniente de um sítio nas proximidades, na encosta de um cabeço destacado. Poderia indicar a presença de um habitat calcolítico.


Thursday, March 19, 2009
Eles andam aí
Nas terras do Calhariz. Um sítio (acampamento/oficina de talhe?) de caçadores-recolectores.Talvez epipaleolíticos.


Labels:
Calhariz,
Epipaleolithic,
flint,
huntergatherers
Monday, March 16, 2009
Mesolithic again?
Saturday, March 14, 2009
Prohistoric Sesimbra
Mais proto-história entre Sesimbra e as Terras do Meio.
Junto ao Alto da Califórnia, na continuidade, para Norte, do patamar da Meia Velha, foram registados dois núcleos com cerâmica manual e de roda que correspondem possívelmente a sítios abertos da Idade do Ferro.
Foi igualmente descoberto um novo sítio da Idade do Bronze, a Leste da povoação das Pedreiras, ampliando assim a área de povoamento desta época, identificada nas Terras do Risco/Terras do Meio; na extremidade Este da área de dispersão de materiais de superfície, registou-se uma concentração de blocos que podem corresponder a restos de estruturas.
Nas proximidades deste povoado, numa área muito perturbada pelas pedreiras (extracção de pedra e/ou depósito de escombros), foi identificado um sítio da Idade do Ferro,






O
povoado da Idade do Bronze das Pedreiras.
O povoado da Idade do Ferro das Pedreiras

Relação espacial entre os novos sítios e o povoado do Risco
Junto ao Alto da Califórnia, na continuidade, para Norte, do patamar da Meia Velha, foram registados dois núcleos com cerâmica manual e de roda que correspondem possívelmente a sítios abertos da Idade do Ferro.
Foi igualmente descoberto um novo sítio da Idade do Bronze, a Leste da povoação das Pedreiras, ampliando assim a área de povoamento desta época, identificada nas Terras do Risco/Terras do Meio; na extremidade Este da área de dispersão de materiais de superfície, registou-se uma concentração de blocos que podem corresponder a restos de estruturas.
Nas proximidades deste povoado, numa área muito perturbada pelas pedreiras (extracção de pedra e/ou depósito de escombros), foi identificado um sítio da Idade do Ferro,






O
povoado da Idade do Bronze das Pedreiras.O povoado da Idade do Ferro das Pedreiras

Relação espacial entre os novos sítios e o povoado do Risco
Labels:
Idade do Bronze,
Iron Age,
Landscape,
Roça do Casal do Meio
Thursday, March 12, 2009
Multi-riscos
A primeira pedra com covinhas de Sesimbra; na mesma área, alguns materiais pré-históricos (bigorna, machado, cerâmica manual) e materiais romanos (em continuidade com a área adjacente do Vale da Palha).


Labels:
cup marks,
r,
Risco,
Roça do Casal do Meio,
settlements
Tirada a ferros
Monday, February 23, 2009
Quase um poema
Do mar ao interior

Esta viagem começa
onde a terra acaba.
O Cabo Espichel.
Uma lança de rocha cravada profundamente no Oceano.
O limite mais ocidental dos territórios de entre o Tejo e o Sado.
Nesta terra agreste, de vegetação rasteira, calcários e areias,
o mar comanda a vida.
Na linha de costa, de recorte abrupto,
existem inúmeras cavidades naturais, janelas do interior da terra abertas sobre as ondas.
Quando, há mais de sete mil anos, as primeiras sociedades sedentárias lançaram âncora,
esta paisagem encantada tornou-se, durante alguns milénios, o mundo dos antepassados.
As grutas eram, naturalmente, desde épocas muito mais antigas, lugares de excepção, propícias ao recolhimento e às epifanias e, no neolítico, tornaram-se verdadeiras necrópoles subterrâneas.
Os mortos eram, ritualmente, devolvidos ao ventre da Terra, a mãe de todos os seres.
O cabo era um enorme barco de pedra que transportava, no seu interior, os defuntos, em direcção ao mar onde o Sol se esconde.
Metáforas perfeitas da condição humana.
A Lapa do Fumo, a melhor conhecida, é um exemplo do uso prolongado dessas cavidades como cemitérios e ossários.
O acesso fazia-se, como na maior parte dos casos, por uma passagem estreita; lá dentro, o mundo maravilhoso e onírico das formações cársicas.
Algumas estalagmites emergem, sugestivamente antropomórficas.
A Oriente, no Alentejo Central, foram erguidos, há sete mil anos, alguns dos primeiros grandes monumentos do continente europeu: os menires.
No Cabo Espichel começava (ou terminava) um dos mais importantes caminhos naturais da Península: a linha que separa as bacias hidrográficas do Tejo e do Sado e que, em Évora, conflui com as que separam as bacias destes rios da bacia do Guadiana.
Ao longo desta via fundamental, circularam, em praticamente todas as épocas, homens, ideias e produtos.
Hirtos e mudos, os menires evocam, até certo ponto, as estalagmites e outras formações naturais, de recorte antropomórfico.
À volta de Évora, veio a desenvolver-se um dos principais pólos da cultura megalítica europeia: numa primeira fase, surgiram os recintos megalíticos, de que se destaca o chamado cromeleque dos Almendres, o maior monumento megalítico da Península Ibérica.
Surgiram igualmente, nessa época (há cerca de sete mil anos) os menires isolados, como o do Monte dos Almendres, alguns deles com uma iconografia muito específica, no contexto do Neolítico europeu.
Numa segunda fase, há cerca de seis mil anos, o Alentejo Central começou a ser marcado com antas de diversos tipos e dimensões, culminando no extraordinário monumento conhecido como Anta Grande do Zambujeiro, o dólmen mais alto do mundo.
Uma parte destes monumentos foi destruído pelo tempo e, sobretudo, pelos homens, Outras, foram apropriadas, transformadas e reintegradas em sistemas de crenças muito afastados do sentido original.
Entre as grutas naturais de Sesimbra e as antas do Alentejo, foram construídos outros monumentos funerários que partilham características intermédias: é o caso das grutas artificiais da Quinta do Anjo, em Palmela.
Antas, grutas artificiais ou grutas naturais constituem, aliás, variantes de um conceito comum, onde tiveram lugar rituais funerários análogos.
As placas de xisto, de origem alentejana, são, por sua vez, um dos elos de ligação mais interessantes entre o universo simbólico do Alentejo e o da Península de Setúbal.
Trata-se de objectos, de significado polémico, mas certamente relacionados com o Sagrado.
As largas centenas de exemplares conhecidos apresentam um aspecto genericamente antropomórfico e, apesar de existirem inúmeras variantes, é fácil reconhecer-lhes um certo ar de família.
Na verdade, estamos perante um dos mistérios da Pré-história do Sul de Portugal.
Entre o litoral e o interior.
onde a terra acaba.
O Cabo Espichel.
Uma lança de rocha cravada profundamente no Oceano.
O limite mais ocidental dos territórios de entre o Tejo e o Sado.
Nesta terra agreste, de vegetação rasteira, calcários e areias,
o mar comanda a vida.
Na linha de costa, de recorte abrupto,
existem inúmeras cavidades naturais, janelas do interior da terra abertas sobre as ondas.
Quando, há mais de sete mil anos, as primeiras sociedades sedentárias lançaram âncora,
esta paisagem encantada tornou-se, durante alguns milénios, o mundo dos antepassados.
As grutas eram, naturalmente, desde épocas muito mais antigas, lugares de excepção, propícias ao recolhimento e às epifanias e, no neolítico, tornaram-se verdadeiras necrópoles subterrâneas.
Os mortos eram, ritualmente, devolvidos ao ventre da Terra, a mãe de todos os seres.
O cabo era um enorme barco de pedra que transportava, no seu interior, os defuntos, em direcção ao mar onde o Sol se esconde.
Metáforas perfeitas da condição humana.
A Lapa do Fumo, a melhor conhecida, é um exemplo do uso prolongado dessas cavidades como cemitérios e ossários.
O acesso fazia-se, como na maior parte dos casos, por uma passagem estreita; lá dentro, o mundo maravilhoso e onírico das formações cársicas.
Algumas estalagmites emergem, sugestivamente antropomórficas.
A Oriente, no Alentejo Central, foram erguidos, há sete mil anos, alguns dos primeiros grandes monumentos do continente europeu: os menires.
No Cabo Espichel começava (ou terminava) um dos mais importantes caminhos naturais da Península: a linha que separa as bacias hidrográficas do Tejo e do Sado e que, em Évora, conflui com as que separam as bacias destes rios da bacia do Guadiana.
Ao longo desta via fundamental, circularam, em praticamente todas as épocas, homens, ideias e produtos.
Hirtos e mudos, os menires evocam, até certo ponto, as estalagmites e outras formações naturais, de recorte antropomórfico.
À volta de Évora, veio a desenvolver-se um dos principais pólos da cultura megalítica europeia: numa primeira fase, surgiram os recintos megalíticos, de que se destaca o chamado cromeleque dos Almendres, o maior monumento megalítico da Península Ibérica.
Surgiram igualmente, nessa época (há cerca de sete mil anos) os menires isolados, como o do Monte dos Almendres, alguns deles com uma iconografia muito específica, no contexto do Neolítico europeu.
Numa segunda fase, há cerca de seis mil anos, o Alentejo Central começou a ser marcado com antas de diversos tipos e dimensões, culminando no extraordinário monumento conhecido como Anta Grande do Zambujeiro, o dólmen mais alto do mundo.
Uma parte destes monumentos foi destruído pelo tempo e, sobretudo, pelos homens, Outras, foram apropriadas, transformadas e reintegradas em sistemas de crenças muito afastados do sentido original.
Entre as grutas naturais de Sesimbra e as antas do Alentejo, foram construídos outros monumentos funerários que partilham características intermédias: é o caso das grutas artificiais da Quinta do Anjo, em Palmela.
Antas, grutas artificiais ou grutas naturais constituem, aliás, variantes de um conceito comum, onde tiveram lugar rituais funerários análogos.
As placas de xisto, de origem alentejana, são, por sua vez, um dos elos de ligação mais interessantes entre o universo simbólico do Alentejo e o da Península de Setúbal.
Trata-se de objectos, de significado polémico, mas certamente relacionados com o Sagrado.
As largas centenas de exemplares conhecidos apresentam um aspecto genericamente antropomórfico e, apesar de existirem inúmeras variantes, é fácil reconhecer-lhes um certo ar de família.
Na verdade, estamos perante um dos mistérios da Pré-história do Sul de Portugal.
Entre o litoral e o interior.
Tuesday, February 3, 2009
- Trabalhos de baixo Risco -
Friday, January 23, 2009
Tuesday, January 13, 2009
As riscas do Risco
iscoNas imagens aéreas da área do Risco, são visíveis alinhamentos geológicos de direcção NE-SW; como curiosidade, note-se que as fiadas de pinheiros são concordantes com esses alinhamentos.
Não confundir com os riscos das riscas.


Não confundir com os riscos das riscas.


Monday, January 12, 2009
Describing a circle
Sunday, January 11, 2009
Size matters
A prospecção da área da Roça do Casal do Meio levou a uma drástica ampliação da área de habitat do Bronze final, nas imediações do monumento.
Falta rever o espaço entre os dois conjuntos agora definidos: a Roça do Casal do Meio e o Risco/Marmitas.
Seja qual for o resultado dessa revisão, estamos perante indícios de uma extensão absolutamente excepcional no panorama do povoamento da Idade do Bronze, em Portugal: no total, as áreas de dispersão dos vestígios superam largamente os 50 ha.

O mapa cor de rosa: manchas amarelas: áreas de dispersão de artefactos do Bronze Final; mancha cor de rosa: área a rever.
A arte do Risco
Trabalhos de campo, no povoado proto-histórico do Risco.
Iniciou-se o desenho da planta da estrutura circular que motivou a descoberta do povoado, com base numa quadrícula implantada "artesanalmente", com fita métrica e telemóvel.
Com estudantes de artes (Faculdade de Belas Artes), demos início ao projecto de elaboração de ilustrações, com reconstituições hipotéticas de alguns sítios e paisagens, de várias épocas, em Sesimbra.
A Roça do Casal do Meio (monumento funerário calcolítico, aparentemente reutilizado no Bronze final, e certamente o monumento sesimbrense melhor conhecido, na bibliografia arqueológica internacional) será um dos temas a explorar. Assim como o enorme povoado que, nos últimos dias, tem vindo a ser identificado e delimitado.
Iniciou-se o desenho da planta da estrutura circular que motivou a descoberta do povoado, com base numa quadrícula implantada "artesanalmente", com fita métrica e telemóvel.
Com estudantes de artes (Faculdade de Belas Artes), demos início ao projecto de elaboração de ilustrações, com reconstituições hipotéticas de alguns sítios e paisagens, de várias épocas, em Sesimbra.
A Roça do Casal do Meio (monumento funerário calcolítico, aparentemente reutilizado no Bronze final, e certamente o monumento sesimbrense melhor conhecido, na bibliografia arqueológica internacional) será um dos temas a explorar. Assim como o enorme povoado que, nos últimos dias, tem vindo a ser identificado e delimitado.
Na lapa junto à Marmita do Gigante, um monumento geológico, junto aos limites do povoado do Bronze Final, e que certamente não passou despercebido aos respectivos habitantes. Archaeology of Natural Places?

O nascer da Lua Cheia sobre a Arrábida, vista da Roça do Casal do Meio.

Detalhe da paisagem do Risco (desenho da Chachá)
Labels:
Landscape,
Marmita do Gigante,
people,
Risco,
Roça do Casal do Meio
Friday, January 9, 2009
Quem não arrisca...
Uma rápida inspecção da área entre os povoados proto-histórico do Risco e das Marmitas, permitiu-me hoje concluir que não existe provavelmente solução de continuidade entre ambos: trata-se de um único povoado, de consideráveis dimensões (com base na topografia e na dispersão dos materiais, pode estimar-se uma área entre 20 e 30 ha.
O cáracter aberto é um dos enigmas mais interessantes, numa época - o Bronze Final -em que, no Sudoeste peninsular, os grandes povoados se implantam geralmente em locais com elevada defensabilidade natural (cumeadas, cabeços, esporões...), quase sempre com sistemas defensivos complexos (muralhas, fossos, cavalos de frisa...).
Não é o caso do Risco/Marmitas.
É certo que, no mesmo quadro geográfico, se conhecem pequenos sítios de habitat, sem defensabilidade, nem defesas construídas.
Trata-se de um patamar ligeiramente inclinado, na base da vertente abrupta da Serra do Risco, no lado oposto à famosa ravina mais alta da Europa: o acesso a partir do mar estava, pois, bem protegido.
Dos outros lados, os declives são reduzidos: o povoado parece ser delimitado, a Leste e Oeste, por duas linhas de água tranversais.
Apesar da falta de defensabilidade natural, o povoado desfrutava de um amplo domínio visual sobre o território envolvente. Note-se que o pequeno povoado contemporâneo do Castelo dos Mouros (já em Setúbal) é claramente visível a partir do Risco. Sentinela ou residência de elite?
O cáracter aberto é um dos enigmas mais interessantes, numa época - o Bronze Final -em que, no Sudoeste peninsular, os grandes povoados se implantam geralmente em locais com elevada defensabilidade natural (cumeadas, cabeços, esporões...), quase sempre com sistemas defensivos complexos (muralhas, fossos, cavalos de frisa...).
Não é o caso do Risco/Marmitas.
É certo que, no mesmo quadro geográfico, se conhecem pequenos sítios de habitat, sem defensabilidade, nem defesas construídas.
Trata-se de um patamar ligeiramente inclinado, na base da vertente abrupta da Serra do Risco, no lado oposto à famosa ravina mais alta da Europa: o acesso a partir do mar estava, pois, bem protegido.
Dos outros lados, os declives são reduzidos: o povoado parece ser delimitado, a Leste e Oeste, por duas linhas de água tranversais.
Apesar da falta de defensabilidade natural, o povoado desfrutava de um amplo domínio visual sobre o território envolvente. Note-se que o pequeno povoado contemporâneo do Castelo dos Mouros (já em Setúbal) é claramente visível a partir do Risco. Sentinela ou residência de elite?
Wednesday, January 7, 2009
Meia Velha
Área ocupada pelo sítio da 1ª Idade do Ferro da Meia Velha (mancha laranjada). 1. Meia Velha; 2. Meia Velha 8; 3. Gruta do Eremita.
Sesimbra vista da extremidade da plataforma da Meia Velha
Paisagem da Meia Velha: uma extensa rechã, cortada por falésias abruptas, com abrigos na base.
Meia Velha 8. Muros arruinados, de época recente, sobrepondo dois muros ou embasamentos, formando ângulo recto e visíveis apenas ao nível do solo. Estes, provavelmente, são da 1ª Idade do Ferro, atendendo aos materiais recolhidos na área.
A gruta do Eremita, vista do esporão, junto às estruturas da imagem anterior. A partir de agora, esta gruta é altamente suspeita de ter tido enterramentos da 1ª Idade do Ferro.
Os mesolíticos andam aí. Duas lamelas, a juntar a uma terceira, sem cerâmica neolítica, será o quê? É olhar para a cara do Miguel... Revendo dados das prospecções de 2007 (em que o Miguel tinha já participado), identificou-se o primeiro sítio de habitat da 1ª Idade do Ferro: antes tínhamos identificado as primeiras ocupações em gruta (eventualmente funerárias), dessa época, em território sesimbrense.
De facto, o sítio tinha antes sido definido, com base na presença de cerâmica manual, como pré-histórico, sendo igualmente feita referência à presença de cerâmica de roda.
Numa análise mais atenta, verificou-se que, entre a cerâmica de roda, havia material mais patinado e outro mais fresco, correspondendo este, claramente, a uma dispersão de materiais (off site), relacionável com a estrumada dos terrenos, de época contemporânea.
Os materiais da Idade do Ferro, para além das referidas cerâmicas patinadas, incluem asas de rolo e bordos extrovertidos.
O habitat estende-se entre um esporão muito conspícuo, na borda da plataforma (onde se localizam as estruturas Meia Velha 8) e uma área a montante com cerca de 1 ha confirmado.
Por último, os trabalhos anteriores tinham registado vários achados avulsos, contituidos por seixos talhados, que confirmámos. Em dois pontos diferentes da plataforma, identificámos ainda três lamelas de sílex, uma delas usada como suporte de um possível geométrico fracturado.
A ausência de cerâmica pré-histórica permite colocar o mesolítico como a cronologia mais provável... mas vamos ainda testar a coisa.
Tuesday, January 6, 2009
Os riscos do Risco
O Risco foi arisco. Estava ali exposto, visível e previsível, mas "escondido" debaixo do matagal de vegetação espontânea que, nas últimas décadas, tem recuperado sob os auspícios do Parque Natural.
É, por outro lado, um excelente tema para reflectirmos sobre os objectivos, os métodos e os limites da prospecção arqueológica e dos inventários arqueológicos.
Numa visita anterior, guiada pelos espeleólogos de serviço, a equipa fez o reconhecimento de uma estrutura circular, aparentemente mal conservada, que, adequadamente, foi relacionada com o monumento da Roça do Casal do Meio (especulação que, aliás, foi levantada, logo no primeiro dia de prospecções, com base nas informações e nas observações do Francisco Rasteiro).
Nas imediações dessa estrutura (e de outra muito menos evidente), foram identificados e registados abundantes fragmentos de cerâmica "pré-histórica", uma lasca de sílex e um fragmento de instrumento de pedra polida.
Numa nova visita, em jeito de "abertura oficial" das prospecções de 2009, os dados em si não se alteraram: alterou-se, porém, profundamente, a entidade dos achados.
Na verdade, apesar de, no total, se tere recolhido mais de uma centena de fragmentos cerâmicos, quase exclusivamente de cerâmica manual, com cozeduras irregulares, pastas pouco compactas, curiosamente, não se recolheu nenhum bordo ou qualquer outro elemento de diagnóstico (fundos, asas, mamilos, decorações...). Só cacos e, na última visita, mais uma lasca de sílex.
Perante estes dados, poderíamos apenas, teoricamente, classificar o sítio como Pré ou Proto-histórico; isto é:
a) Neolítico Antigo, atendendo a que estamos numa área próxima do sítio da Roça do Casal do Meio 2, identificado no ano passado. Porém, sem cerâmicas decoradas e com pouco sílex, seria pouco plausível;
b) Neolítico Médio. Sem paralelos conhecidos em Sesimbra, mal caracterizado ergologicamente, e onde, pelo menos, seria de esperar maior presença do sílex.
c) Neolítico Final. Plausível, em termos de implantação e de contexto, podia complementar o povoado dos Prados, ali ao lado. Porém, o aparecimento de formas abertas, acentuado no Calcolítico, torna inverosímil que em, mais de 100 fragmentos, não exista um único fragmento de bordo ou carena. O sílex também deveria estar mais presente.
d) Calcolítico. A presença esmagadora de formas abertas, torna ainda mais expressiva a ratio entre perímetro do bordo e superfície da peça; faltariam também elementos recorrentes, como os pesos de tear, o barro de cabanas, etc.
e) Bronze Antigo/Médio. Enigmática, por ser mal conhecida, esta época não é de excluir; na verdade, existem vária questões genéricas, ainda muito em aberto, relacionadas, por um lado, com a crise (as crises?) do Calcolítico - que parece ter tido consequências ao longo de quase todo o 2º milénio - e a emergência do povoamento do Bronze final, numa envergadura completamente distinta.
f) Bronze final. O tipo de cerâmicas (pastas, cozeduras, tratamentos de superfície), e a relação muito expressiva entre fragmentos de parede e bordos, mesmo sem outros elementos de diagnóstico, aponta para o Bronze Final.
Como sabemos, os cacos não falam: é preciso falar por eles, servir de intérprete, interpretá-los.
Neste caso, em que não foram observados "fósseis directores", interpretar os dados implica, entre outras coisas, ver a floresta, para além da árvore, sem deixar de olhar para além da floresta. Em vários sentidos.
Claro que corremos riscos, ao interpretar; e temos que fazê-lo sem preconceitos, de mente aberta. Na prospecção, como na vida. Podemos sempre falhar: se isso acontecer - e acontece a todos - voltamos ao princípio, relemos os dados e voltamos a produzir novas interpretações.
Porém, para inferir esta cronologia, existiam já outros elementos:
1) A reutilização da Roça do Casal do Meio, como sepultura de elites indígenas, tinha sido recentemente proposta por Harrison, com base na análise da documentação inédita das escavações de K. Spindler.
A descoberta, no ano passado, do povoado das Marmitas, resolvia já, efectivamente, a questão dos indígenas vs intrusos, criando um contexto local para o monumento.
Porém, o carácter "elitista" dos enterramentos da Roça do Casal do Meio suporta, naturalmente, a possibilidade de o povoamento ser mais intenso e se estender, com ou sem solução de continuidade, muito para além do povoado das Marmitas.
Tal como os achados metálicos das Pedreiras... ou a sentinela que parece ser o Castelo dos Mouros, já no concelho de Setúbal, mas à vista das Terras do Risco.
Na verdade, como se pode verificar na imagem do Google, o povoado das Marmitas e o agora identificado povoado do Risco correm o risco de serem uma e a mesma coisa. Falta verificar.
É certo que povoamento do Bronze Final, distribuído em pequenos núcleos, em redor de um povoado central, foi recentemente identificado em Monsaraz, e que podemos aqui estar perante um fenómeno semelhante.
Num cálculo aproximativo e ainda provisório, tendo em conta a topografia, (falta prospectar entre os dois sítios) o povoado das Marmitas ocupará uns 5 ha, enquanto o povoado do Risco ocupará cerca de 15 ha.
Se se confirmar, estamos perante uma descoberta que resolve velhas questões em volta da interpretação da Roça do Casal do Meio. Temos indígenas. Pexitos do Bronze Final.
As reutilizações quase sistemáticas das cavidades cársicas no Bronze Final, um fenómeno bem conhecido em Sesimbra (a Lapa do Fumo é uma imagem de marca para as cerâmicas de ornatos brunidos) completam o quadro mental que presidiu à reutilização da Roça do Casal do Meio.
As recentes descobertas de evidências correspondentes à 1ª Idade do Ferro, também em contextos cársicos, fornecem dados que nos permitem, por outro lado, vir a equacionar questões como a da transição Bronze Final-Ferro, no contexto dos circuitos orientalizantes dos estuários do Tejo-Sado.
A estrutura circular que motivou as visitas ao local, pode, à partida, ser interpretada de diferentes formas:
1) Trata-se de um tholos não reutilizado. A forma, as dimensões e o contexto permitem sustentar esta hipótese. A escassez de pedras (presentes, em larga escala, na Roça do Casal do Meio) pode eventualmente, explicar-se pela reutilização do material, no contexto do povoado da Idade do Bronze.
2) Tholos reutilizado como sepultura. Pouco plausível, atendendo à separação espacial entre a necrópole o povoado, que a Roça do Casal do Meio implica. Também os dados gerais sobre o mundo funerário não sustentam esta hipótese.
3) Fundo de cabana do Bronze Final. No Sudoeste, as cabanas do Bronze Final tendem a ser de planta oval, delimitadas com lajes em cutelo. A planta da estrutura é compatível com a das cabanas calcolíticas, mas não há evidências dessa época, nos materiais de superfície.
4) estrutura de época histórica e de cariz etnográfico (abrigo de pastores ou curral).
É, por outro lado, um excelente tema para reflectirmos sobre os objectivos, os métodos e os limites da prospecção arqueológica e dos inventários arqueológicos.
Numa visita anterior, guiada pelos espeleólogos de serviço, a equipa fez o reconhecimento de uma estrutura circular, aparentemente mal conservada, que, adequadamente, foi relacionada com o monumento da Roça do Casal do Meio (especulação que, aliás, foi levantada, logo no primeiro dia de prospecções, com base nas informações e nas observações do Francisco Rasteiro).
Nas imediações dessa estrutura (e de outra muito menos evidente), foram identificados e registados abundantes fragmentos de cerâmica "pré-histórica", uma lasca de sílex e um fragmento de instrumento de pedra polida.
Numa nova visita, em jeito de "abertura oficial" das prospecções de 2009, os dados em si não se alteraram: alterou-se, porém, profundamente, a entidade dos achados.
Na verdade, apesar de, no total, se tere recolhido mais de uma centena de fragmentos cerâmicos, quase exclusivamente de cerâmica manual, com cozeduras irregulares, pastas pouco compactas, curiosamente, não se recolheu nenhum bordo ou qualquer outro elemento de diagnóstico (fundos, asas, mamilos, decorações...). Só cacos e, na última visita, mais uma lasca de sílex.
Perante estes dados, poderíamos apenas, teoricamente, classificar o sítio como Pré ou Proto-histórico; isto é:
a) Neolítico Antigo, atendendo a que estamos numa área próxima do sítio da Roça do Casal do Meio 2, identificado no ano passado. Porém, sem cerâmicas decoradas e com pouco sílex, seria pouco plausível;
b) Neolítico Médio. Sem paralelos conhecidos em Sesimbra, mal caracterizado ergologicamente, e onde, pelo menos, seria de esperar maior presença do sílex.
c) Neolítico Final. Plausível, em termos de implantação e de contexto, podia complementar o povoado dos Prados, ali ao lado. Porém, o aparecimento de formas abertas, acentuado no Calcolítico, torna inverosímil que em, mais de 100 fragmentos, não exista um único fragmento de bordo ou carena. O sílex também deveria estar mais presente.
d) Calcolítico. A presença esmagadora de formas abertas, torna ainda mais expressiva a ratio entre perímetro do bordo e superfície da peça; faltariam também elementos recorrentes, como os pesos de tear, o barro de cabanas, etc.
e) Bronze Antigo/Médio. Enigmática, por ser mal conhecida, esta época não é de excluir; na verdade, existem vária questões genéricas, ainda muito em aberto, relacionadas, por um lado, com a crise (as crises?) do Calcolítico - que parece ter tido consequências ao longo de quase todo o 2º milénio - e a emergência do povoamento do Bronze final, numa envergadura completamente distinta.
f) Bronze final. O tipo de cerâmicas (pastas, cozeduras, tratamentos de superfície), e a relação muito expressiva entre fragmentos de parede e bordos, mesmo sem outros elementos de diagnóstico, aponta para o Bronze Final.
Como sabemos, os cacos não falam: é preciso falar por eles, servir de intérprete, interpretá-los.
Neste caso, em que não foram observados "fósseis directores", interpretar os dados implica, entre outras coisas, ver a floresta, para além da árvore, sem deixar de olhar para além da floresta. Em vários sentidos.
Claro que corremos riscos, ao interpretar; e temos que fazê-lo sem preconceitos, de mente aberta. Na prospecção, como na vida. Podemos sempre falhar: se isso acontecer - e acontece a todos - voltamos ao princípio, relemos os dados e voltamos a produzir novas interpretações.
Porém, para inferir esta cronologia, existiam já outros elementos:
1) A reutilização da Roça do Casal do Meio, como sepultura de elites indígenas, tinha sido recentemente proposta por Harrison, com base na análise da documentação inédita das escavações de K. Spindler.
A descoberta, no ano passado, do povoado das Marmitas, resolvia já, efectivamente, a questão dos indígenas vs intrusos, criando um contexto local para o monumento.
Porém, o carácter "elitista" dos enterramentos da Roça do Casal do Meio suporta, naturalmente, a possibilidade de o povoamento ser mais intenso e se estender, com ou sem solução de continuidade, muito para além do povoado das Marmitas.
Tal como os achados metálicos das Pedreiras... ou a sentinela que parece ser o Castelo dos Mouros, já no concelho de Setúbal, mas à vista das Terras do Risco.
Na verdade, como se pode verificar na imagem do Google, o povoado das Marmitas e o agora identificado povoado do Risco correm o risco de serem uma e a mesma coisa. Falta verificar.
É certo que povoamento do Bronze Final, distribuído em pequenos núcleos, em redor de um povoado central, foi recentemente identificado em Monsaraz, e que podemos aqui estar perante um fenómeno semelhante.
Num cálculo aproximativo e ainda provisório, tendo em conta a topografia, (falta prospectar entre os dois sítios) o povoado das Marmitas ocupará uns 5 ha, enquanto o povoado do Risco ocupará cerca de 15 ha.
Se se confirmar, estamos perante uma descoberta que resolve velhas questões em volta da interpretação da Roça do Casal do Meio. Temos indígenas. Pexitos do Bronze Final.
As reutilizações quase sistemáticas das cavidades cársicas no Bronze Final, um fenómeno bem conhecido em Sesimbra (a Lapa do Fumo é uma imagem de marca para as cerâmicas de ornatos brunidos) completam o quadro mental que presidiu à reutilização da Roça do Casal do Meio.
As recentes descobertas de evidências correspondentes à 1ª Idade do Ferro, também em contextos cársicos, fornecem dados que nos permitem, por outro lado, vir a equacionar questões como a da transição Bronze Final-Ferro, no contexto dos circuitos orientalizantes dos estuários do Tejo-Sado.
A estrutura circular que motivou as visitas ao local, pode, à partida, ser interpretada de diferentes formas:
1) Trata-se de um tholos não reutilizado. A forma, as dimensões e o contexto permitem sustentar esta hipótese. A escassez de pedras (presentes, em larga escala, na Roça do Casal do Meio) pode eventualmente, explicar-se pela reutilização do material, no contexto do povoado da Idade do Bronze.
2) Tholos reutilizado como sepultura. Pouco plausível, atendendo à separação espacial entre a necrópole o povoado, que a Roça do Casal do Meio implica. Também os dados gerais sobre o mundo funerário não sustentam esta hipótese.
3) Fundo de cabana do Bronze Final. No Sudoeste, as cabanas do Bronze Final tendem a ser de planta oval, delimitadas com lajes em cutelo. A planta da estrutura é compatível com a das cabanas calcolíticas, mas não há evidências dessa época, nos materiais de superfície.
4) estrutura de época histórica e de cariz etnográfico (abrigo de pastores ou curral).
A estrutura circular

Avaliando a estrutura circular

Pequena estrutura curva, aparentemente de origem antrópica, nas proximidades da anterior.

A Arrábida vista das Terras do Risco

1. Calhariz; 2. Pedreiras artesanais; 3. Povoado das Marmitas (Bronze Final); 4. Marmita do Gigante; 5. Povoado da Roça do Casal do Meio 2 (Neolítico Antigo) ; 6. Roça do Casal do Meio; 7. Povoado dos Prados (Neolítico Final/Calcolítico) ; 8. Falésia mais alta da Europa; 9. Povoado do Risco (Bronze Final); 10. Pedreiras industriais.
De profundis...
... surgiu 2009.
Em ambiente espeleológico light (abrigo na base das falésias da Meia Velha). O nevoeiro, a chuva, o mar - e até um pouco de Sol - lá fora; no abrigo, fogueira viva, bar aberto, buffet, com requintes de civilização e tudo. E companheirismo, solidariedade.
Espeleólogos e espeleo-arqueólogos da nova geração. A Arrábida vai mudar.

Em ambiente espeleológico light (abrigo na base das falésias da Meia Velha). O nevoeiro, a chuva, o mar - e até um pouco de Sol - lá fora; no abrigo, fogueira viva, bar aberto, buffet, com requintes de civilização e tudo. E companheirismo, solidariedade.
Espeleólogos e espeleo-arqueólogos da nova geração. A Arrábida vai mudar.

Wednesday, October 1, 2008
Encontro Arqueologia e Autarquias

Organizado pela Câmara Municipal de Cascais e pela Associação Profissional de Arqueólogos, decorreu nos dias 25 a 27 de Setembro, no centro cultural de Cascais, o Encontro Arqueologia e Autarquias.
A equipa responsável pela elaboração da Carta Arqueológica de Sesimbra esteve presente neste evento, com um poster.
Monday, September 22, 2008
Da Arrábida ao Maciço Calcário Estremenho
O mais correcto entendimento dos fenómenos cársicos, tão intimamente associados a diferentes ocupações humanas ao longo dos tempos, tem vindo a promover, no âmbito do projecto de revisão da Carta Arqueológica de Sesimbra, uma aproximação entre a arqueologia e a espeleologia da Arrábida. Nesse sentido alguns de nós iniciámos, no passado dia 20 de Setembro, um curso de "Iniciação à Espeleologia", promovido pelo CEAE (Centro de Estudos e Actividades Especiais) da Liga para a Protecção da Natureza - http://www.lpn-espeleo.org/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1.
Ficam aqui algumas fotos deste 1.º dia de formação no Algar do Pena em pleno Maciço Calcário Estremenho.
Wednesday, September 10, 2008
Fim-de-semana mesolítico
No sentido de identificar mais estações, eventualmente mesolíticas, intensificaram-se as prospecções em áreas litorais e linhas de água afluentes da bacia hidrográfica da Lagoa de Albufeira, sugestivos momentos que desafiam ao petisco mariscador.
Tuesday, August 12, 2008
Sesimbra arqueológica: uma nova imagem global
Os trabalhos realizados até agora, cerca de trinta dias, permitiram alguns avanços nas leituras das ocupações humanas do território de Sesimbra, cada vez mais rigorosas e abrangentes, do ponto de vista cronológico e espacial.
Numa primeira fase dos trabalhos deste ano, procedeu-se à georeferenciação de mais algumas cavidades naturais, utilizando o GPS, e, simultaneamente, procurando obter elementos que permitam, na medida do possível, clarificar as cronologias das suas utilizações antrópicas.
A interpretação da paisagem, tendo em conta as estratégias testadas em 2007, voltou a revelar-se a melhor estratégia para a organização dos trabalhos de campo deste ano.
Como era de esperar, no entanto, as prospecções nos limites e dentro dos centros urbanos, evidenciaram resultados muito díspares, tendo havido localidades com um número considerável de vestígios arqueológicos (como Alfarim) e outras, verdadeiros desertos (Quinta do Conde), confirmando áreas preferenciais de ocupação e vazios arqueológicos virtuais.
Em paralelo com os trabalhos de campo, procedeu-se mais uma vez ao tratamento de todos os materiais recolhidos no campo e à sua cartografia informatizada (SIG).
Em termos gerais, a Carta Arqueológica de Sesimbra apresenta, neste momento, um número de sítios que ultrapassa os 250, estando a equipa a definir áreas mais sensíveis e a hierarquizar, com diferentes parâmetros, os sítios arqueológicos listados, tendo em vista a sua inclusão no PDM, que se encontra em fase de revisão.
Os trabalhos realizados até ao momento continuam a revelar uma ocupação do território de Sesimbra, em praticamente todas as épocas, cobrindo substancialmente algumas lacunas detectadas à partida e revalorizando algumas fases, inicialmente muito vestigiais.
Este ano, destacamos a identificação do povoamento da Idade do Bronze, pela contribuição que aduziu para a interpretação da necrópole da Roça do Casal do Meio, um dos sítios mais emblemáticos conhecidos no concelho, assim como dos achados da Pedreira que apareciam sem contexto aparente.
Também a notável ocupação em gruta, no período islâmico, com uma eventual associação aos rabit - questão há muito colocada nos meios científicos, mas parca nas evidências arqueológicas - começou a ganhar nova entidade.
Por último, destaca-se a presença de evidências claras dos últimos caçadores-recolectores mesolíticos, no espaço sesimbrense (em particular, na área da Lagoa de Albufeira), presença que tinha já sido postulada nos trabalhos antigos, mas nunca tinha passado do limbo das hipóteses; este fenómeno começou a ser confirmado na campanha de 2007 e foi confirmado, com novos dados, neste ano.
Numa primeira fase dos trabalhos deste ano, procedeu-se à georeferenciação de mais algumas cavidades naturais, utilizando o GPS, e, simultaneamente, procurando obter elementos que permitam, na medida do possível, clarificar as cronologias das suas utilizações antrópicas.
A interpretação da paisagem, tendo em conta as estratégias testadas em 2007, voltou a revelar-se a melhor estratégia para a organização dos trabalhos de campo deste ano.
Como era de esperar, no entanto, as prospecções nos limites e dentro dos centros urbanos, evidenciaram resultados muito díspares, tendo havido localidades com um número considerável de vestígios arqueológicos (como Alfarim) e outras, verdadeiros desertos (Quinta do Conde), confirmando áreas preferenciais de ocupação e vazios arqueológicos virtuais.
Em paralelo com os trabalhos de campo, procedeu-se mais uma vez ao tratamento de todos os materiais recolhidos no campo e à sua cartografia informatizada (SIG).
Em termos gerais, a Carta Arqueológica de Sesimbra apresenta, neste momento, um número de sítios que ultrapassa os 250, estando a equipa a definir áreas mais sensíveis e a hierarquizar, com diferentes parâmetros, os sítios arqueológicos listados, tendo em vista a sua inclusão no PDM, que se encontra em fase de revisão.
Os trabalhos realizados até ao momento continuam a revelar uma ocupação do território de Sesimbra, em praticamente todas as épocas, cobrindo substancialmente algumas lacunas detectadas à partida e revalorizando algumas fases, inicialmente muito vestigiais.
Este ano, destacamos a identificação do povoamento da Idade do Bronze, pela contribuição que aduziu para a interpretação da necrópole da Roça do Casal do Meio, um dos sítios mais emblemáticos conhecidos no concelho, assim como dos achados da Pedreira que apareciam sem contexto aparente.
Também a notável ocupação em gruta, no período islâmico, com uma eventual associação aos rabit - questão há muito colocada nos meios científicos, mas parca nas evidências arqueológicas - começou a ganhar nova entidade.
Por último, destaca-se a presença de evidências claras dos últimos caçadores-recolectores mesolíticos, no espaço sesimbrense (em particular, na área da Lagoa de Albufeira), presença que tinha já sido postulada nos trabalhos antigos, mas nunca tinha passado do limbo das hipóteses; este fenómeno começou a ser confirmado na campanha de 2007 e foi confirmado, com novos dados, neste ano.








Friday, August 8, 2008
Expedição náutica no Hiate de Setúbal – Setúbal/Sesimbra/Setúbal – 27 de Julho de 2008
O Hiate de Setúbal, embarcação tradicional do estuário do Sado, recuperou uma viagem levada a cabo desde tempos imemoriais entre o porto de Setúbal, situado na foz estuarina do rio Sado, aos pés da serra de São Luís e da Serra da Arrábida, e o porto de Sesimbra, uma baía natural "enclavada" na vertente Sul da Arrábida. A embarcação foi tripulada por um heterogéneo grupo que a Arrábida reuniu: homens e mulheres, crianças e mais velhos, arqueólogos e espeleólogos, pexitos e xarrocos (e caga-leites), pescadores e camponeses, uma miscelânea de marinheiros sob o mesmo pavilhão – a Arqueologia. Para além de mais uma inesquecível aventura, esta experiência pretendeu revelar uma diferente perspectiva do monumento geológico que constitui a serra da Arrábida, uma observação apartir do Sado e do Atlântico, essencial para uma completa compreensão desta pérola natural que desde sempre tem marcado a existência humana. 
Barra do Sado (baliza n.º 3)
Entre o Sado e o Atlântico
Prestáveis grumetes a içar a carangueija grande

Almiranta no comando...
Pexitos enjoados...
Quem quer faz, quem não quer manda...
À falta de rum...
Afinando a vela de estai
Parecem amistosos estes indígenas...
Sesimbra à vista
Moscatel de honra, banhos e repasto na praia do Cavalo 
A tripulação do Hiate de Setúbal: Mestre Pina,
Celso Santos, Luís Espada
e João Pina, saúda-vos.
Saturday, August 2, 2008
Thursday, July 31, 2008
Formação em Sistemas de Informação Geográfica (ArcView)
Tuesday, July 29, 2008
Saturday, July 26, 2008
Conferência: O Cabo Espichel, Retrospectiva da Exploração Espeleológica
Expedição à Lapa da Pascoa
Floresta dos "Indios" da Lagoa de Albufeira III
Thursday, July 24, 2008
Povoado do Forte do Cavalo
A floresta dos "indíos" da Lagoa de Albufeira II
Floresta dos "Indios" da Lagoa de Albufeira
Tuesday, July 22, 2008
Monday, July 14, 2008
Quando o calor aperta...
Os outros já voltaram também
Wednesday, July 9, 2008
Monday, June 9, 2008
Por vezes visitando antigos territórios...
Monday, June 2, 2008
A aventura continua...
Conglomerado de "pebbles" rolados (ver foto ao lado) - um saltinho dos Prados do Risco até à praia elevada mais próxima.
A singularidade das Marmitas - povoado, ribeira e abrigo sob rocha.
Assalto à Janela I - mais um dia de simbiose arqueoespeleológica.
Os rápidos da Ribeira das Marmitas!
Arqueólogos em formação
A preparação da formação pelos verdadeiros profissionais...



Depois, a escolha da primeira vítima...

não sei quem escolha, eles são tantos...

mas os chefes estão sempre na linha da frente...



o teste...

e aqui vai ele a provar que isto é fácil,


que gostou... e aprovou! Podem vir os próximos.
(este post é dedicado ao Loia e ao Pedro, os nossos incansáveis formadores: OBRIGADO)



Depois, a escolha da primeira vítima...

não sei quem escolha, eles são tantos...

mas os chefes estão sempre na linha da frente...



o teste...

e aqui vai ele a provar que isto é fácil,


que gostou... e aprovou! Podem vir os próximos.
(este post é dedicado ao Loia e ao Pedro, os nossos incansáveis formadores: OBRIGADO)
Sunday, June 1, 2008
Trabalhar para o Bronze
Finalmente, o povoado da Roça do Casal do Meio!
A cerca de 500 m do famoso monumento funerário do Bronze final (recentemente objecto de uma revisão (R.J. Harrison, 2007) , com base na documentação ainda inédita da escavação do início dos anos 70).
Uma das hipóteses que, por diversas razões, ganhou algum protagonismo, foi a de que os dois indivíduos inumados na Roça do Casal do Meio seriam estrangeiros vindos algures do Mediterrâneo, eventualmente da Sicília.
Harrison, com base numa reapreciação dos artefactos votivos (e num modelo baseado na ampla circulação de artefactos metálicos, no mundo mediterrânico dessa época) defendeu, porém, que "they were native inhabitants of the region" (p. 65-66).
Faltava encontrar o povoado.
Até agora, o povoado mais próximo era o Castelo do Mouros, a alguns quilómetros para Leste, num pequeno esporão da vertente Norte da Serra da Arrábida.
Note-se que o povoado agora indentificado se localiza precisamente entre a Roça do Casal do Meio e as Pedreiras, de onde provém um interessante achado metálico do Bronze final (machado de alvado, com dois anéis laterais e foice com nervura).
O povoado implanta-se num cabeço dominante, embora com escassa defensabilidade natural e a área de dispersão dos materiais de superfície é relativamente extensa.

O povoado das Marmitas, com a serra do Risco ao fundo

Detalhe da área do povoado
A cerca de 500 m do famoso monumento funerário do Bronze final (recentemente objecto de uma revisão (R.J. Harrison, 2007) , com base na documentação ainda inédita da escavação do início dos anos 70).
Uma das hipóteses que, por diversas razões, ganhou algum protagonismo, foi a de que os dois indivíduos inumados na Roça do Casal do Meio seriam estrangeiros vindos algures do Mediterrâneo, eventualmente da Sicília.
Harrison, com base numa reapreciação dos artefactos votivos (e num modelo baseado na ampla circulação de artefactos metálicos, no mundo mediterrânico dessa época) defendeu, porém, que "they were native inhabitants of the region" (p. 65-66).
Faltava encontrar o povoado.
Até agora, o povoado mais próximo era o Castelo do Mouros, a alguns quilómetros para Leste, num pequeno esporão da vertente Norte da Serra da Arrábida.
Note-se que o povoado agora indentificado se localiza precisamente entre a Roça do Casal do Meio e as Pedreiras, de onde provém um interessante achado metálico do Bronze final (machado de alvado, com dois anéis laterais e foice com nervura).
O povoado implanta-se num cabeço dominante, embora com escassa defensabilidade natural e a área de dispersão dos materiais de superfície é relativamente extensa.

O povoado das Marmitas, com a serra do Risco ao fundo

Detalhe da área do povoado
Prados: um povoado neolítico em expansão
O povoado dos Prados foi identificado, em 2007, no primeiro fim de semana de prospecções em Sesimbra.
Ontem batemos as colinas circundantes: de facto, o povoado neolítico prolonga-se, para Este e Sul, até às rechãs que delimitam o vale.

O povoado dos Prados, com o Píncaro ao fundo.

Os Prados: o povoado neolítico estende-se até às áreas arborizadas, no primeiro plano da imagem

Observando e fotografando os Prados, com o mar ao fundo.
Ontem batemos as colinas circundantes: de facto, o povoado neolítico prolonga-se, para Este e Sul, até às rechãs que delimitam o vale.

O povoado dos Prados, com o Píncaro ao fundo.

Os Prados: o povoado neolítico estende-se até às áreas arborizadas, no primeiro plano da imagem
Observando e fotografando os Prados, com o mar ao fundo.

















































.jpg)


























































































































Arqueoartistas





Domínio da paisagem



Outros riscos...
.jpg)
.jpg)
Espichel sunset





























O grande polge do Risco
Continuação dos trabalhos de prospecção na área "cor-de-rosa"
"Arqueologia subaquática"
Ribeira das Marmitas













































































































































