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Monday, January 12, 2009

Describing a circle

Introdução ao Desenho Arqueológico de Campo, na estrutura circular do Risco.
A quadratura do círculo.





A Aula do Risco

Discussões à volta do tema Risco / Roça do Casal do Meio.












Friday, January 9, 2009

Quem não arrisca...

Uma rápida inspecção da área entre os povoados proto-histórico do Risco e das Marmitas, permitiu-me hoje concluir que não existe provavelmente solução de continuidade entre ambos: trata-se de um único povoado, de consideráveis dimensões (com base na topografia e na dispersão dos materiais, pode estimar-se uma área entre 20 e 30 ha.

O cáracter aberto é um dos enigmas mais interessantes, numa época - o Bronze Final -em que, no Sudoeste peninsular, os grandes povoados se implantam geralmente em locais com elevada defensabilidade natural (cumeadas, cabeços, esporões...), quase sempre com sistemas defensivos complexos (muralhas, fossos, cavalos de frisa...).
Não é o caso do Risco/Marmitas.

É certo que, no mesmo quadro geográfico, se conhecem pequenos sítios de habitat, sem defensabilidade, nem defesas construídas.

Trata-se de um patamar ligeiramente inclinado, na base da vertente abrupta da Serra do Risco, no lado oposto à famosa ravina mais alta da Europa: o acesso a partir do mar estava, pois, bem protegido.
Dos outros lados, os declives são reduzidos: o povoado parece ser delimitado, a Leste e Oeste, por duas linhas de água tranversais.


Apesar da falta de defensabilidade natural, o povoado desfrutava de um amplo domínio visual sobre o território envolvente. Note-se que o pequeno povoado contemporâneo do Castelo dos Mouros (já em Setúbal) é claramente visível a partir do Risco. Sentinela ou residência de elite?



O Castelo dos Mouros, visto do Risco/Marmitas

Possíveis restos de estruturas no povoado das Marmitas


A estratigrafia do solo natural, nas imediações do povoado, ronda os 50 cm (observada no corte de uma das pedreiras artesanais.


Sunday, June 1, 2008

Trabalhar para o Bronze

Finalmente, o povoado da Roça do Casal do Meio!
A cerca de 500 m do famoso monumento funerário do Bronze final (recentemente objecto de uma revisão (R.J. Harrison, 2007) , com base na documentação ainda inédita da escavação do início dos anos 70).
Uma das hipóteses que, por diversas razões, ganhou algum protagonismo, foi a de que os dois indivíduos inumados na Roça do Casal do Meio seriam estrangeiros vindos algures do Mediterrâneo, eventualmente da Sicília.
Harrison, com base numa reapreciação dos artefactos votivos (e num modelo baseado na ampla circulação de artefactos metálicos, no mundo mediterrânico dessa época) defendeu, porém, que "they were native inhabitants of the region" (p. 65-66).
Faltava encontrar o povoado.
Até agora, o povoado mais próximo era o Castelo do Mouros, a alguns quilómetros para Leste, num pequeno esporão da vertente Norte da Serra da Arrábida.

Note-se que o povoado agora indentificado se localiza precisamente entre a Roça do Casal do Meio e as Pedreiras, de onde provém um interessante achado metálico do Bronze final (machado de alvado, com dois anéis laterais e foice com nervura).

O povoado implanta-se num cabeço dominante, embora com escassa defensabilidade natural e a área de dispersão dos materiais de superfície é relativamente extensa.


O povoado das Marmitas, com a serra do Risco ao fundo

Detalhe da área do povoado