Num esporão, sobre o mar, junto à Praia da Foz (Sesimbra).
Em Sesimbra, se exceptuarmos a Roça do Casal do Meio, não se conhecem hoje quaisquer monumentos funerários megalíticos.
Em contrapartida, as grutas naturais, com enterramentos de época megalítica, são bastante frequentes.
Existem, porém, vagos indícios de que nem sempre foi assim: uma anta, desaparecida, nos arredores da Azóia, e o topónimo Anta, na área de Sampaio.
Para além de uns indícios discutíveis no Vale do Risco.
A anta da Praia da Foz surge agora para dar corpo ao megalitismo sesimbrense.
Trata-se de um monumento muito destruido mas, mesmo assim, bastante evidente: são quatro esteios de arenito, de boas dimensões, numa área arenosa/cascalhenta, em que não afloram blocos de qualquer tipo.
Descrição: Esteio 1: 1,62 m x 0,90 m x 0,30 m
Esteio 2: 2,oo m x 1, 05 m x 0, 65 m
Esteio 3: 1, 80 m x 1, 50 m x 0, 50 m
Esteio 4: 1, 07 m x 0, 90 m x 0, 40 m
Coordenadas: m= 482.595
p= 4255. 883










O Hiate de Setúbal, embarcação tradicional do estuário do Sado, recuperou uma viagem levada a cabo desde tempos imemoriais entre o porto de Setúbal, situado na foz estuarina do rio Sado, aos pés da serra de São Luís e da Serra da Arrábida, e o porto de Sesimbra, uma baía natural "enclavada" na vertente Sul da Arrábida. A embarcação foi tripulada por um heterogéneo grupo que a Arrábida reuniu: homens e mulheres, crianças e mais velhos, arqueólogos e espeleólogos, pexitos e xarrocos (e caga-leites), pescadores e camponeses, uma miscelânea de marinheiros sob o mesmo pavilhão – a Arqueologia. Para além de mais uma inesquecível aventura, esta experiência pretendeu revelar uma diferente perspectiva do monumento geológico que constitui a serra da Arrábida, uma observação apartir do Sado e do Atlântico, essencial para uma completa compreensão desta pérola natural que desde sempre tem marcado a existência humana. 


















